Ana Virgínia Moraes Sardinha LIBERTADA!

Mais de 10 meses depois de sua prisão, brasileira torturada e injustiçada em Portugal finalmente foi libertada!
Após a morte de seu filho Leonardo quando estavam prestes a retornar para o Brasil, depois de um período de férias em Portugal, Ana Virgínia foi presa acusada de matá-lo. A criança era portadora de Epilepsia Benigna da Infância. Na prisão Ana foi torturada, mal tratada e até hoje carrega em seu corpo marcas desta violência. A família no Brasil só foi avisada uma semana depois da tragédia e de forma cruel. Foi julgada sumariamente antes de qualquer investigação. Ao fim de muita luta da família e amigos, conseguiu-se provar que não houve crime algum, que a morte da criança foi natural, comum em portadores desta doença. O governo brasileiro nada fez em auxílio de sua cidadã injustiçada. Limitou-se a aceitar declarações do governo português de que Ana Virgínia não sofrera tortura alguma sob sua custódia! Que a paralisia no seu braço esquerdo foi ocasionada por ela ter dormido em cima do braço!!! É, tiveram o displante de dizer isto! Ora, não somos nós que temos a fama que os persegue!
Mas, o importante é que Ana Virgínia a partir de hoje vai poder recomeçar sua vida, vai poder sofrer a morte do filho, direito que lhe tiraram de forma tão vil!
Vale ressaltar que é uma liberdade provisória, a sentença do julgamento será dada em 18 de junho. Mas, acredito que este é mais um passo para o único final possível desta triste história: a absolvição de Ana Virgínia!
Hoje, em telefonema para uma amiga, Ana Virgínia desabafou: "Minha amiga, eu cheguei ao tribunal algemada, empurrada nas escadas pela polícia, sendo tratada como a pior das criaturas. Hoje eu saí de cabeça erguida, pela porta da frente e agradeço a Deus por essa tortura estar terminando. Por favor, agradeça a todos por terem acreditado em minha inocência e torcido pela minha libertação. Estou muito feliz, minha irmã!"
Boa sorte, Ana!

"Bolo de Aipim" (cliquem na foto para vê-la maior)


No último domingo deu-me uma vontade louca de comer bolo de aipim (ou mandioca para os do sul). Até que eu tinha aipim em casa, porém só tinha 200g e eu precisava de 1Kg!!! O que fazer? Fui na dispensa dar uma vasculhada no que eu tinha e vi um pacote de fécula de mandioca, também conhecida como polvilho doce (muito conhecido dos mineiros, uai, por ser usado para fazer pão de queijo). Aqui encontra-se este polvilho na seção de produtos importados. Creio eu que é porque há muitos mineirins por aqui... Mas a galera da Bahia não foi esquecida! Encontra-se também por aqui o azeite de dendê, a farinha de mandioca (horrível, por sinal), mandioca, banana da terra (esta foi Sisco que descobriu por mim! Cá chamam de banana pão ou banana para fritar) e, pasmem, côco seco (ai, no dia que vi, pulei feito uma louca no supermercado)!
Bom, então, me virei com o que tinha disponível, e tive uma grata surpresa: O BOLO FICOU UMA DELÍCIA!!! Nada comparado ao bolo de aipim de minha tia Ju, mas estava muito bom também! Só que eu tinha que fazer asneira, né? Desenformei num prato e quando fui pôr na bandeja do porta-bolos, deixei o bolo lindo cair dentro da pia! Quebrou, mas como a consistência dele é diferente dos bolos comuns, a maior parte ficou intacta. Porém, fiquei com tanta raiva que não quis tirar foto nenhuma. Já tinha preparado a máquina... Só que depois, quando restava só um pedacinho dele e todo mundo que comeu, elogiou, resolvi tirar uma fotinha e mandar a receita! [risos] Os felizardos que tiveram o prazer de degustá-lo foram: Lisetinha, Alvarinho, Alex, eu, claro, Júlia e a professora dela. Esta última gostou tanto, que disse a Júlia que adora os bolos brasileiros e que o meu estava ótimo!
Portanto, segue a receita, ok? Quem fizer, faça o favor de me dizer como ficou! O bolo ficou com o aspecto de um bolo de tapioca e o sabor também lembrava um pouco.

Bolo de Aipim e Fécula de Mandioca

7 ovos (tinha bastante ovo lá em casa e resolvi exagerar um pouco… hehehe)

175g de manteiga (pode ser um pouco menos, mas acho que pus isso)

3 xícaras de açúcar

200g de aipim cru (mandioca) ralado e espremido num pano para tirar o excesso de líquido

200g de fécula de mandioca (mais conhecida como polvilho doce, aquele que se faz pão de queijo)

200ml de leite de côco e mais um pouco (1/4 da garrafa) de leite de vaca despejado dentro desta garrafa para “tirar” a sobra que fica do leite de côco

100g de côco ralado

4 gotas de essência de baunilha

1 colher (sopa) rasa de fermento

Antes de começar a bater os ingredientes na batedeira, rale o aipim, depois esprema-o num pano e umedeça o côco ralado com um pouco do leite de côco e o de vaca, caso seja o côco ralado industrial, que foi o que usei. Bata na batedeira o açúcar e a manteiga durante uns 8 minutos na velocidade máxima. Acrescente os ovos inteiros. Deixe batendo. Em um recipiente, misture com as mãos o aipim ralado e a fécula de mandioca. Em seguida, adicione, com uma colher de pau, isto à massa que está sendo batida na batedeira. Misture com a colher, vai ficar meia empelotada a massa, aí vc bate na batedeira de novo. Acrescenta o leite (de côco e de vaca) e a baunilha, bate mais um pouco e desliga a batedeira definitivamente. O fermento vc adiciona delicadamente com a colher de pau. Despeja numa fôrma previamente untada e leva ao forno. O tempo vai depender do seu forno, da temperatura, enfim! Ah, untei com margarina e farinha de trigo, mas talvez seja melhor só com a margarina (bastante), pois deu um pouco de trabalho para desenformar!

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